Sindicato dos Empregados no Comércio de Americana, Nova Odessa e Cosmópolis
Sincomerciários presente

O Sincomerciários (Americana / Nova Odessa / Cosmópolis) esteve presente na manifestação organizada pelas seis Centrais Sindicais, que reuniu dirigentes de 27 Sindicatos Filiados, no mês de março, em frente da Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo, no centro da cidade.
O ato convocado pela UGT, Força, CSB, CTB, CUT e Nova Central, que reuniu centenas de trabalhadores, ocorreu simultaneamente em todo o país.

O presidente do Sincomerciários, Marcos Avansini, esteve junto do presidente da UGT/SP e da Federação, Luiz Carlos Motta, na manifestação contra as medidas provisórias 664 e 665, editadas pelo governo Dilma no final do ano passado para alterar regras de acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários, como pensão por morte, auxílio-doença e seguro-desemprego.

Antes, podiam solicitar o seguro-desemprego, as pessoas que tivessem trabalhado durante os seis meses anteriores à demissão. Agora, só têm direito os que ficaram empregados por 18 meses nos últimos dois anos. O Ministério do Trabalho calcula que se a norma já estivesse valendo no ano passado, 26% das pessoas que usufruíram do seguro-desemprego não teriam conseguido.

Participaram do ato, dirigentes dos Sincomerciários de Americana, Assis, Avaré, Bauru, Botucatu, Catanduva, Cotia, Dracena, Itu, Jundiaí, Limeira, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Piracicaba, Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Santa Bárbara d’Oeste, Santos, São José do Rio Pardo, São José do Rio Preto, São José dos Campos, São Paulo, Sertãozinho, Sorocaba e os Sinprafarmas de São Paulo, São José dos Campos e de Santos.

Em entrevista à imprensa, durante o ato, o presidente Motta agradeceu a presença marcante dos Sindicatos Filiados à Federação e afirmou: “Esta mobilização é mais uma demonstração de unidade das Centrais contra a manobra do governo para dificultar o acesso do trabalhador a direitos históricos como o seguro-desemprego. É também uma forma de sensibilizar a sociedade. A pressão, agora, ganha peso junto aos deputados e senadores, em Brasília, onde as propostas governamentais têm de ser avaliadas. Não aceitaremos retrocessos”.

``E a vaca tossiu´´
O termo mais utilizado pelos líderes no carro de som foi "retirada de direitos dos trabalhadores”. Faixas citavam a presidente com dizeres como: "Dilma mentiu e a vaca tossiu", em referência a declarações da petista durante a campanha eleitoral no ano passado, quando afirmou que não mexeria em direitos trabalhistas "nem que a vaca tussa". O discurso do governo federal sobre as medidas é que elas não retiram direitos, apenas corrigem distorções.

Em cima de um carro de som, os sindicalistas paulistas reafirmaram que o governo recue e volte a usar os critérios antigos para concessão de seguro-desemprego e dos outros direitos. Ruy Queiroz de Amorim, presidente do Sincomerciários de Sorocaba, representante da UGT Nacional, fez um discurso contundente: “A UGT está comprometida, assim como as demais Centrais Sindicais, em marcar presença no Congresso Nacional para que as medidas provisórias sejam retiradas da pauta”.

No final do ato, os dirigentes das Centrais foram recebidos pelo superintendente regional Luiz Antonio de Medeiros, que prometeu encaminhar ao Ministério do Trabalho e Emprego dois documentos: um sobre geração de emprego e outro sobre rotatividade de mão de obra.

Fontes: Ass. de Imp. da Fecomerciários, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.

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